A poeira do chão, a poeira do chão, a poeira do chão. Era horrível de uma maneira nunca horrível anteriormente. Só me ocorreram esses pensamentos muito depois das quatro horas. Antes disso eu estava em outros lugares, mas quando volto ao meu centro uma sensação de desespero me dá um enjoo muito profundo, quase como um dedo apertando o meio da minha barriga. Eu não quero precisar de ninguém, eu não quero que ninguém precise de mim. Queria um amor leve e livre. Mas eu não sei conviver com os meus próprios pensamentos, e percebo que a cada dia me distancio mais do ponto de partida, e nem sempre de uma maneira positiva. Porque relacionamentos são coisas que se constroem, e não algo que devemos jogar contra a parede só de brincadeira para ver como fica ele visto de lá, esmagado, destruído. Eu sou criança demais pra poder imaginar o resto da minha vida.
As dúvidas sempre vão estar ali, as dúvidas sempre vão estar com todo mundo, mas o que importa de verdade é só um instante. É só o último instante antes da tomada de uma decisão. Todo o resto é só o que sobrou, é só um resquício.