Qualquer que seja a divagação, é bonito ver o papel inteiro completo, assim, cheio de letrinhas.
O amor é uma merda.
O amor é maravilhoso.
Eu não acho que eu sei o que é amor. Eu não acho que eu sei quem eu sou. Eu me tornei parte das minhas próprias mentiras, elas escorreram através da minha pele e entraram pelos meus poros e fazem parte de quem eu sou e eu não consigo mais me separar delas.
Eu não acho que eu sei o que é nada, o que é viver. Estou tão perdida e queria me esconder embaixo da cama. (...) Eu fico me arrastando por essa existência, esperando e pensando que daqui a pouco eu vou conseguir, daqui a pouco a minha vida vai começar. E acho que acabo perdendo tudo no meio do caminho, minhas coisas espalhadas pela estrada, eu jogada na calçada. Acho que não me perdi no meio do caminho. Mas queria me perder, queria me jogar no chão, meu coração atropelado na sarjeta.
Porque tanto faz essas coisas se você está vivendo.
(...)