Há uma mulher. Ela me odeia. Ela me deseja. Telefona o tempo todo. Deixa recado. Comprou uma secretária eletrônica para deixar recados nela também. Trabalha muito. Ela me liga sempre de um lugar diferente. Não pode falar abertamente, às vezes sussurra no bocal. Explica a razão na chamada seguinte. (As razões são diversas.) Quando nos encontramos ela explica os telefonemas mais antigos. O banheiro trepida, telefonemas locais e interurbanos, enquanto ela graceja com um humor matreiro.