Monday, June 15, 2009

Thomás

Eu ia escrever sobre a sua ausência mas decidi escrever sobre a sua presença.Você me faz tanto bem que dá aflição. Pavor. Eu tenho um medo extremo do que eu sinto por você, do que eu posso ou não posso fazer com o que eu sinto por você, de como agir, de como não te sufocar, de como pensar, de como continuar vivendo sendo que é impossível viver de novo a minha vida de antes, você foi um vento que tirou todas as folhas de papel da minha sala do lugar e agora eu só tenho todo esse amor e esse medo. Medo de você não entender o quanto isso é especial, de você cansar, me odiar, não perceber que uma coisa assim que nem a nossa não acontece todo dia, medo de perder a graça, medo do escuro, medo da última gota d´água mas principalmente medo do amor porque raramente o amor acaba bem. E raramente eu saio bem de situações como essas.
Mas não me resta muito a não ser amar, amar tudo, cada segundo, cada respiração, e eu amo, amo muito. Não consigo me aguentar. Sou só o esforço pra te surpreender sempre, para que você possa sempre ver em mim algo de interessante como você fez quando nós nos conhecemos. Sempre. Porque eu não tenho mais controle do passar dos dias, eu só me derreto entre os teus olhos e me enterro cada vez mais nesse buraco que você anda cavando.
Eu tenho medo de fazer tudo errado, porque eu sempre faço tudo errado. Eu sou carente, exigente, mimada, chatinha e eu grito. Eu ainda vou gritar muito mais.
Tenho vontade de gritar muito mais.