Thursday, August 25, 2011

sobre a ética

Minha pele ontem e anuncia
Veias azuis
Eu quero escapar desse corpo
Eu quero jardim de mim,
por mim, se você quisesse,
Me afogar dessa camada de poeira
que entreabre sobre os meus
Os teus invernais são tão vacilantes.

Minha pele abre, eu amanhã sei
Eu sou aresta, mas se você quisesse,
eu juro,

você me comeria de novo,
E talvez, por que elipse, meu amor,
o que mais eu poderia

oferecer?
O que mais pode a agricultura dispor,
se ela não é mais que quina
do que as cáries que acumulam
Na tua boca. Na minha perna.

Eu não sei ser bela.
E a minha pele degenera.
Eu não quero compreender, às expectativas
ser entre mais e hoje,
Antes, mais, lisa, mais, limpa, mais
Dilacerante, eu não quero amar.

Eu não quero amor.

Eu quero trepidar desse torso
Como sopro, vapor, eu tenho frestas
eu desenrolo.
Você me puxa de volta
eu escapo.
Você me puxa de volta
eu escapo.
Você me puxa de volta
eu escapo.
Eu pergunto, pra ti, pro tímpano
Você está falando comigo?
E de novo, eu engasgo, eu disponho
Você está regurgitando

comigo?

Mas me diz
me diz
me responde por favor.