Eu tinha acordado um pouco incomodada por causa de todas as frases jogadas aleatoriamente que haviam-me obrigado a escutar. Uma série de palavras dispostas à minha frente aguardava ordens finais. Tinha pensando já muito antes disso o quão difícil é organizar em pensamentos concretos os não-concretos.
Mas não agora: estava sem paciência. Com os olhos ardendo. Mas é lógico que eu não reclamaria, não numa situação dessas. Acho que você não me entendeu de verdade quando eu disse que era tudo mentira. Era tudo mentira mesmo! Eu sei mentir muito bem. Estou na verdade é cansada de ter que contornar verdades pra chegar num resultado satisfatório para ambos os lados. A conclusão final é que, por mais triste que seja a informação que segue, ninguém pode manter-se idealizado por tanto tempo. Mais cedo ou mais tarde viramos o que sempre fomos: pessoas, transbordando defeitos e medos. Ou convive-se com isso ou podemos partir pra próxima.
E o que vai ser dessa vez?